Sinto-me acorrentado
como se fosse um condenado
marchando em direção ao meu carrasco
só ouço meus pés aos arrastos
queria romper as correntes e fugir
mas mal consigo sorrir
sou arrastado a cada passo fraco
como sé fosse um mero saco
mal consigo lembrar quem sou
mais ainda assim não importa para onde vou
em breve estarei diante do fim
só fico triste pois ninguém chorará por mim
mas quem sou eu mesmo para querer algo assim
é verdade ...não lembro quem eu era
como posso esperar que alguém possa chorar por minha espera
mas algo me diz que tinha algo ainda não terminado
algo que ainda estava no passado
algo que me obrigava a não desistir
talvez por isso não pare de sorrir
queria saber que luz é essa que me impede de fechar o rosto
será algo de muito bom gosto
bom esqueça a esponja molhada já está em minha cabeça
e sei que esta casca só irei sentir que esmoreça
queria que eternamente ficasse como estava outrorá
pois tenho certeza que ela ja teve tempo de glória
o que aquilo no balde ?
sou eu ou outra fraude
como sou estranho e esguio
já mais lembrei que era já um tio
que barba é essa?
como cresceu tão de preça?
bom ...adeus tio do balde
sejas real ou outra fraude
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